Nego do Borel fez show em baile onde traficantes exibiram armas na Zona Norte do Rio

O cantor Nego do Borel fez um show no mesmo baile em que traficantes fizeram um vídeo exibindo fuzis e pistolas no Morro do Turano, no Rio Comprido, Zona Norte do Rio. De acordo com a assessoria de imprensa do cantor, ele ficou 15 minutos no evento e “deu uma canja”. Ainda segundo a assessoria de Nego do Borel, ele não notou a presença de pessoas armadas no momento em que esteve no local. O baile, que começou às 16h de domingo e foi até a madrugada de segunda-feira, também teve distribuição de presentes para crianças.
A Delegacia de Combate às Drogas (DCOD), que investiga as imagens, já identificou bandidos que aparecem no vídeo — revelado nesta segunda-feira pelo EXTRA.
Com os criminosos, é possível ver pelo menos cinco fuzis e quatro pistolas. Além do próprio Turano, os bandidos citam as comunidades vizinhas da Fallet e do Fogueteiro, todas dominadas pela mesma facção, a maior do estado — no vídeo, o bando por várias vezes faz com as mãos a sigla da quadrilha. Eles também carregam latas de cerveja e de bebidas energéticas.
Em um perfil no Twitter, dedicado a divulgar o baile que começou na noite de domingo, são exibidas várias fotos do evento. Os registros mostram dezenas de moradores e até crianças. Ao fundo, em parte das imagens, aparece o mesmo painel com escudos de clubes de futebol do Rio que surge também no vídeo em que os bandidos exibem o armamento pesado.

O Morro do Turano conta com uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) desde 2010, inaugurada quatro meses antes da UPP que atende as favelas Fallet, Fogueteiro e Coroa. No site da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), na página que fala sobre o Turano, consta o seguinte trecho: “A quadra esportiva da comunidade era o reduto do tráfico antes da chegada da UPP, e marcas de balas nas paredes lembram o passado recente do local”.
Através de nota, o comando da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) Turano firmou que “está em contato com a Polícia Civil para a identificação e prisão dos suspeitos”.
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